Nesses dias, eu estava em casa assistindo a um desenho que faz parte da vida de todo mundo. Acho que dá pra generalizar, até porque, de acordo com as estatísticas, quando a maioria consome algo, é porque, de fato, tem relevância. Enfim, o desenho era Branca de Neve e os Sete Anões. Sim, às vezes eu gosto de fazer a linha camponesa — brincadeira. Mas, à parte isso, o que eu quero trazer é uma observação que fiz sobre esse filme clássico de 1937, da Walt Disney.
Posso dizer que, às vezes, eu demoro pra entender algumas coisas — sobre o universo, etc. — e toda aquela extensa linha da chamada “lei da atração”. Calma, minha gente, o papo não vai ser filosofia chata. Vai ser direto e quase mastigado.
O universo é, sim, um eco. Literalmente. Assistindo ao desenho, percebi uma cena em que a Branca de Neve está perto de um poço de água. Ela olha para os passarinhos e diz: “Posso contar um segredo?”. E continua: “Prometem que não vão espalhar?”. Então ela começa a cantar. E a letra diz: quem quiser realizar aquilo que sonhou, basta o eco repetir o que você falou…
“Um dia eu serei feliz, sonhando assim. Aquele com quem eu sonhei, eu quero pra mim.”
E o eco do poço repete suas palavras. Logo depois, o príncipe aparece e a encontra.
Isso me fez questionar algumas coisas. Que, para entender aquilo que buscamos em livros, palestras e vídeos, a gente precisa sentir — de verdade — todos os sentimentos possíveis. É como um alimento: você só sabe se é bom ou ruim quando prova. E, dependendo do que você experimenta, pode até ter uma epifania, um pequeno nirvana de tão bom. É nesse lugar que os pedidos nascem. No sentimento. Principalmente na paixão.
É aí que surgem coisas grandiosas — projetos, ideias, caminhos. E isso precisa ser sustentado do começo ao fim. Porque, quando a paixão se perde, tudo desmorona. Você perde o tesão pela coisa, pelo sonho que antes fazia tanto sentido.
Quando você quer algo de verdade — e não só da boca pra fora — o universo entende.
Eu posso falar por mim: neste momento, estou muito apaixonada por alguém. E eu faço, ou faria, qualquer coisa por essa pessoa. Ela esteve e está nos meus pensamentos, nas minhas orações… e isso vai criando raízes, virando amor.
E tem que ser assim também com projetos. Porque, depois que você se alinha com o universo… nada pode te parar. E talvez não seja sobre o universo estar ouvindo.
Talvez seja sobre você, finalmente, se escutar. Porque, quando você repete um desejo muitas vezes — com verdade, com entrega, com aquela coisa quase imprudente de quem é intenso demais — isso deixa de ser só um pensamento. Vira a escolha de todos os dias.
O eco nunca foi só do poço. Sempre foi o meu também.
E, no fim… não é que o universo responde. É que você para de se trair.
E aí, inevitavelmente, a vida começa a acontecer na mesma frequência do que você teve coragem de sentir.








