Foi na primeira garfada daquela macarronada do domingo passado que fui transportada para os anos setenta.
O lugar, o Rancho Bethânia de meus tios Adriano e Nina. Um domingo ensolarado de verão, quando todos se reuniam na grande mesa da copa para saborear a delícias que as tias preparavam. E lá estava aquela macarronada ao sugo.
Mães, pais, primos, primas, tios e tias todos reunidos era um momento único que todos curtiam. Como era bom e divertido todos ali reunidos no fim de semana.
Nós, as crianças brincávamos o dia todo, nadávamos na piscina, jogávamos vôlei, basquete, pega-pega, esconde-esconde, cantávamos, pulávamos e ao final do dia exaustos, mas felizes voltávamos para nossas casas. Com a energia renovada para mais uma semana e com certeza de que no próximo domingo estaríamos lá no Rancho Bethânia novamente.
O sabor “daquela macarronada” da “tia Nina” jamais saiu da minha memória. E hoje, pude reviver seu sabor e as boas lembranças que ela trouxe. Memórias gastronômicas, memórias de infância que vêm à tona em uma simples garfada.
Sou grata por aqueles momentos, e por este momento hoje vivido, revivido na macarronada da infância.