
Desde seus 13 anos, o clarinetista Waldomiro Bastos (1907 – 2003) já acompanhava o pai, José Bastos Júnior, carregando o par de pratos nas apresentações da banda Euterpe.
Atendendo ao pedido do percussionista, o maestro João Antônio Romão ensinou música e clarinete ao garoto, preparando-o para ingressar na corporação em 1925, aos 18 anos.
Talentoso, também aprendeu a tocar requinta e saxofone, instrumentos com os quais se apresentava com outros músicos nos festejados bailes de carnaval dos clubes pindamonhangabenses.
Além de músico habilidoso e competente, Waldomiro era sapateiro, e, na sua “Oficina de Consertos”, reuniam-se músicos e amigos para um dedinho de prosa sobre os ensaios, a política e o progresso da cidade.
No período de 1950 a 1954, Waldomiro Bastos atuou como contramestre da banda e, em 1967, foi eleito Presidente da Corporação Musical Euterpe, muito contribuindo com a Diretoria Administrativa e com o trabalho do maestro Arthur dos Santos.
Num dos períodos mais críticos da banda, chefiou a corporação e os poucos músicos que restaram, indo de casa em casa, convidá-los e motivá-los a comparecerem aos ensaios e às retretas de domingo.
Ao longo de sua nonagenária vida, Waldomiro Bastos recebeu inúmeras homenagens, dentre as quais se destacam as medalhas e os cartões de prata com que foi agraciado por distintas entidades de sua terra natal.
Por tantos aplausos e reconhecimentos conquistados ao longo de sua vida, vê-se que Waldomiro Bastos inscreveu seu nome no “Livro dos Recordes” da Corporação Musical Euterpe, não só pelos 75 anos de atividades musicais ininterruptas na banda como, também, por sua ativa participação na Diretoria da Corporação, sem a qual a “sua” gloriosa banda não chegaria aos 200 anos.









