
Todos os anos, o Santuário Nacional de Aparecida recebe milhares de romeiros que percorrem longas distâncias movidos pela fé. O caminho exige preparo físico e espiritual, mas, segundo especialistas, as mudanças climáticas vêm tornando a jornada cada vez mais desafiadora.
De acordo com Ademir Fernando Morelli, professor da Unitau e doutor em Geociências e Meio Ambiente, as alterações no regime de chuvas — “mais espaçadas e concentradas” — criam cenários de secas prolongadas seguidas de tempestades, afetando diretamente as condições nas estradas.
“Até pessoas treinadas, que estão condicionadas a longas caminhadas, vão ter problemas”, explica Morelli, recomendando pausas frequentes, hidratação constante e evitar horários de sol forte.
A médica Ana Laura Mathey reforça que a desidratação é o maior risco, especialmente para idosos. Sintomas como tontura, dor de cabeça e fraqueza exigem atenção. Ela orienta o uso de roupas leves, protetor solar acima de fator 50, chapéus, além de pausas em locais sombreados e uso de soluções salinas para aliviar os efeitos da poeira e da baixa umidade.
A fé continua movendo os peregrinos, mas agora acompanhada da necessidade de planejamento e cuidados redobrados com a saúde, diante de um cenário climático cada vez mais imprevisível.








