A ONU oficializou em 1975, o dia 8 de março, como o Dia Internacional da Mulher. Esse dia marca a luta pela igualdade de Gênero e reconhecimento de conquistas políticas e sociais, destacando-se a busca de uma maior representação política e sobretudo combate à violência doméstica.
O dia 8 de março não é apenas uma celebração, mais do que isso, é de reflexão sobre desafios e avanços, reinvindicações de direito, sobretudo a igualdade em todos os setores atuando contra a crueldade do machismo e a desvalorização.
Que, nessa data, se fale sobre força, superação e resiliência desse ser que mostra o seu extraordinário poder de transformação e seu papel indispensável e fundamental na construção de um mundo novo.
Fritjof Capra, Filósofo e Cientista Social, em célebre Conferência realizada em Berkeley (Califórnia) afirmou: “A nossa Civilização Ocidental está indo para o abismo, não vejo outra salvação que não seja o amor e o trabalho da mulher”, esse “Ser em sua plenitude e complexidade” como bem ressaltou a grande escritora, glória das nossas Letras: Clarice Lispector (Ucrânia-1920-Rio de Janeiro-1977), autora de “A Hora da Estrela” para quem “A vida não é um problema a ser resolvido, mas uma realidade a ser vivida”.
Como as mulheres atuaram no campo da Filosofia, conquanto, ao longo da História tenham sido escondidas e excluídas? A voz masculina, infelizmente, ainda é dominante na Filosofia. Mas, a História nos mostra que a partir dos anos 60, com a força do movimento feminista, as mulheres passaram a ganhar visibilidade.
Cabe salientar que há mulheres que contribuíram e fizeram diferença no campo intelectual.
Na Antiguidade: Safo de Lesbos, Diotima de Mantinéia e Hipácia de Alexandria; na Idade Média: Heloísa de Peráclito, Catarina de Siena; na idade Moderna: Mary Astel, Olimpia des Gouges; na Idade Contemporânea podemos contemplar o peso da visibilidade feminina em: Rosa de Luxemburgo, Hannah Arendt e a francesa Simone de Beauvoir.
É realmente chegada a hora de uma Filosofia no Feminino, cujo grande objeto é conferir o brilho das mulheres, divulgando a sua produção intelectual.
Aqui recordo e destaco duas Filósofas importantes: Marilena Chauí, brasileira de forte atuação na Universidade de São Paulo e Maria Luísa Ribeiro Ferreira, Catedrática de Filosofia em Lisboa, autora da famosa obra: “As mulheres na Filosofia”.
Enfim, o encanto do Universo, seja qual for a sua forma, cabe, segundo o Poetas, nas rimas de um verso quando se exalta a mulher.
Que, cada homem (seja quem for, esteja onde estiver) valorize o brilho único de cada mulher, sua sensibilidade e amor.
Faço esse apelo, derramando lágrimas a flux, ao constatar a triste realidade do nosso Brasil no que se refere à violência Doméstica e ao Feminicídio.
Fontes Oficiais nos mostram que houve 1568 feminicídios em 2025.
Quem eram elas?
Seis em cada dez dessas mulheres cujas vidas foram ceifadas, eram negras; 86% delas não tinham Medida Protetiva; 54,9 % foram assassinadas pelo companheiro; e 21,3 % por ex-companhiros; 50% dos casos ocorreram em cidades de até 100 mil habitantes.
O que fazer?
Com certeza, haver mais presença do Estado no rigoroso cumprimento das Leis (vivemos num país em que campeia a impunidade!) e conscientização dos homens e da sociedade!
Nossos órfãos pedem justiça!
Abaixo a Violência Doméstica!
Unamo-nos em defesa dessas “Salvadoras da nossa Civilização”!”.
É urgente!
Digamos “Não” à omissão!
Cumpramos com o nosso dever!









