
Quando à tarde o sol, a luz amortecida, envia pelas serras ao fim de mais um dia;
minh’alma, a solidão, lamenta entristecida, da noite que avizinha, de tédio e nostalgia.
O sol eterno dia, prossegue eterna lida. Invejo e acompanho-lhe a luminosa via;
belezas mil povoam-me a mente embevecida, na pueril viagem de sonho e fantasia!
Das derivações da luz às nuvens coloridas, imagino cidades, campinas, serranias,
inda no esplendor do sol de então, submergidas, Um elo a mais… na cadeia d’esta vida.
um devaneio a mais… em forma de poesia.
Uma lágrima que escapa, exânime, sentida…
Francisco Salles Duarte – Jornal 7 Dias, 18/12/1960









