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Confraternizações e festas de fim de ano

A proximidade das confraternizações e das festas de fim de ano costumam trazer mudanças significativas na rotina de grande parte da população. Entre confraternizações, viagens e a preparação para o recesso, cresce a preocupação com a necessidade de manter cuidados físicos, de saúde e nutricionais durante o período. Esse cenário festivo, pode trazer riscos à saúde, especialmente para quem já convive com doenças crônicas como diabetes, hipertensão e obesidade.

Embora seja um momento marcado por celebrações, profissionais da saúde ressaltam que a combinação de excessos alimentares, menor regularidade nos exercícios e aumento do estresse pode impactar o bem-estar geral. Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, o país soma cerca de 20 milhões de pessoas com a doença, enquanto 68% da população está acima do peso e 31% apresenta obesidade.

Diante disso, os cuidados tornam-se ainda mais necessários, onde o primeiro ponto crítico é a alimentação. As confraternizações, as ceias e almoços festivos tendem a incluir porções ou pratos mais calóricos, ricos em gorduras e açúcares, além do aumento no consumo de bebidas alcoólicas.

Nutricionistas recomendam que as pessoas adotem uma estratégia de moderação, privilegiando a hidratação, iniciando as refeições com saladas e opções mais leves, e controlando o tamanho das porções. Outra orientação recorrente é evitar longos períodos em jejum, já que isso favorece picos de fome e escolhas alimentares menos saudáveis.

A manutenção da prática de exercícios também é vista como fundamental. Mesmo em meio a compromissos sociais, pequenas rotinas de movimento ajudam a preservar o condicionamento físico e o equilíbrio metabólico. Caminhadas, treinos curtos e atividades ao ar livre, junto com a família e amigos, podem ser suficientes para reduzir os impactos de uma rotina mais desordenada. A recomendação é priorizar a regularidade, ainda que com intensidade menor.

Do ponto de vista clínico, é bom lembrar que o período também costuma intensificar quadros de estresse e ansiedade. A pressão por cumprir metas, organizar celebrações e lidar com deslocamentos aumenta a sobrecarga mental.

O aumento no consumo de álcool merece atenção redobrada, pois a ingestão nas festas pode gerar desidratação, distúrbios do sono, irritabilidade e, em casos mais severos, intoxicação. A recomendação de profissionais é intercalar bebidas alcoólicas com água, evitar misturas e reconhecer os próprios limites.

Mesmo com as celebrações, o consenso entre os especialistas é claro, o equilíbrio deve ser a prioridade. O segredo está em aproveitar os momentos sem abrir mão da saúde. Isso significa fazer escolhas conscientes, respeitar os limites do corpo e lembrar que o prazer da celebração não precisa estar ligado ao excesso. O período festivo pode ser vivido com alegria e sabor, mas também com responsabilidade.

Com medidas simples e planejamento adequado, é possível aproveitar as festas de fim de ano preservando a saúde física, emocional e nutricional.

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