
Colaboração: Gisele Godoi
Com as altas temperaturas e chuvas constantes, os consumidores viram os preços de alguns alimentos aumentarem de forma significativa. O tomate registrou alta de 14%, a alface subiu pouco mais de 10% e a batata teve elevação de 9,98% na comparação entre janeiro e dezembro, segundo levantamento do NUPES – Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais de Taubaté.
Além dos fatores climáticos, o aumento nos custos de transporte, estocagem, oferta e procura também influenciou os preços praticados pelos produtores, que precisaram repassar parte desses gastos ao consumidor final.
Essa mudança tem sido sentida diretamente no dia a dia das famílias, que passaram a adaptar hábitos de consumo para manter uma alimentação equilibrada sem comprometer o orçamento. Dona Celeste percebeu a diferença na feira semanal. “Antes eu conseguia comprar mais itens. Agora, o preço do tomate subiu e o alface não para de aumentar. A gente acaba tendo que trocar por outros alimentos”, relatou.
Com o aumento, a dona de casa precisou reorganizar o cardápio. “Troquei a alface por couve e o tomate por cenoura. Fica mais barato e ainda dá para variar”, comentou.
De acordo com a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), realizada pelo IBGE, a alimentação representa uma parcela significativa do orçamento das famílias brasileiras. Diante da elevação de preços de itens básicos, muitos consumidores têm recorrido a substituições e promoções como estratégia.
“Se a alface e o tomate estão caros, vou incluir mais batata-doce e abóbora no prato. São opções mais baratas e rendem mais”, afirmou dona Cida. Segundo ela, criatividade e planejamento ajudam a reduzir o impacto dos aumentos.
Apesar da alta desses produtos, outros itens importantes da cesta básica apresentaram queda no mesmo período, como leite, ovo, mamão formosa, frango e arroz. Esse recuo contribuiu para que o valor da cesta básica ficasse praticamente estável em relação ao mês anterior, com leve redução de 0,14%.








