O dia começa antes do horário. O celular já vibra com perguntas, pedidos, demandas. Quando chegamos, muitas vezes ainda nem sentamos e já tem gente falando ao mesmo tempo: imprensa, secretário, assessor, fotógrafo, munícipe.
Tudo é urgente. Tudo é agora.
Há quase 30 anos vivo essa rotina e posso garantir: comunicação pública não tem silêncio. Não tem pausa clara. Existe horário para entrar no Paço, mas quase nunca para sair.
A família entende — ou aprende a entender — porque o trabalho segue no almoço, à noite, no fim de semana.
Enquanto organizamos entrevistas, respondemos à imprensa, escrevemos notas e acompanhamos agendas, os eventos acontecem. Às vezes estamos lá, câmera na mão. Outras vezes, é preciso confiar no material que chega, porque ninguém consegue estar em dois lugares ao mesmo tempo.
Depois vêm os textos, as revisões, as fotos, a escolha da imagem certa.
No meio disso tudo, as redes sociais pedem atenção constante. Informar, orientar, responder, combater fake news, traduzir o serviço público para quem está do outro lado da tela.
Também criamos artes, campanhas, faixas, placas. Organizamos cerimonial, cuidamos do protocolo, ajudamos a montar e realizamos eventos, acompanhamos transmissões ao vivo.
É muita coisa para pouca gente, como em todas as prefeituras de cidades pequenas.
Mas tudo é feito com cuidado. Com responsabilidade. Com amor.
Porque, no fim do dia, a notícia publicada carrega bem mais do que texto e foto. Carrega gente. Compromisso. E a certeza de que comunicar também é servir.









