Poesia que consta do livro “O Travesseiro da Mulher Borboleta” de Rhosana Dalle, com prefácio de Gabriel
Chalita.
Um pouco de humor para alegrar nossas vidas!
Num dialeto “caipirês” autêntico, com muito orgulho do interior do meu Estado de São Paulo e de minha
amada Pindamonhangaba no meio do Vale do Paraíba…
DOR DE BARRIGA
Mas que poesia que nada! É um ajuntar de palavras; Argumas saem com rima; É uma vontade de falar; Mas que não chega a passar pela boca; Sai direto da cachola Vai pra ponta da caneta…. Que escrivinha!
Não sei explicar pôr que; Deve ser coisa de família; Mas de uns tempos pra cá; Agarrei com essa mania: Quando tenho um pensamento, Corro atrás de papel, que nem quando se tem desarranjo de barriga;
Se não escrever depressa, o pensamento vai embora; Se não correr pro banheiro, a coisa espicha!
E quando tô na rua chega ser uma agonia; Se o pensamento chega, onde não tem papel: É que nem dor de barriga, onde não tem latrina!
Não posso falar com ninguém, quando a ideia vem; Perco o rumo da prosa, peço licença, saio de fina…
Já cheguei escrever na mão; Nesse caso: nem pensar em sabão; Não posso perder a escrita!
Olha que situação!
Foi quando tive uma ideia, uma determinação; Só saio pra rua agora levando papel comigo; Assim quem chegar primeiro, não me pega desprevenido; Seja ideia ou pensamento forte, Ou uma forte dor de barriga!








