A vida tem dessas coisas bonitas: às vezes nos dá amigos que o tempo não consegue afastar, nem as distâncias, nem as dificuldades. Amigos que aparecem nos momentos certos e, quando percebemos, já fazem parte da nossa própria história.
Um desses amigos é Paulo Cavalcante.
Ele mora na zona Leste de São Paulo, ao lado de sua companheira de vida, Tuca — como ela prefere ser chamada. De lá até Pindamonhangaba não é exatamente um pulo. Mas isso nunca foi obstáculo quando o motivo é amizade.
Em 2015, Paulo apareceu de surpresa na quadra da Ferroviária para o lançamento do livro Histórias de Muitos Amigos. Voltou em 2018, também de surpresa, novamente na Ferroviária, para prestigiar os lançamentos Gerson Jorio
E em 2026, repetiu a jornada para participar do lançamento de Pindamonhangaba no Século XX – Histórias que ouvi, vi e vivi.
De tanto vir, já conhece o querido Clube da Ferroviária com uma familiaridade que muitos pindamonhangabenses não tenham.
Mas não é apenas pela presença que Paulo chama atenção. É pela forma como encara a vida.
Em 2025, enfrentou um câncer agressivo. Uma batalha dura, daquelas que fazem muita gente parar para sempre. Passou por uma cirurgia delicada e teve o estômago retirado. Uma prova imensa.
Mesmo assim, segue caminhando.
Engenheiro, professor de Física, jornalista e escritor, com especialização em logística. Publicou inúmeros artigos e análises na imprensa brasileira e é autor de livros que abrangem logística, estudos da língua inglesa, política e crônicas. É membro titular da Academia Pindamonhangabense de Letras. MTb 49.957/SP
Enquanto muitos se deixam abater por pequenas dores ou contratempos do cotidiano, Paulo continua vivendo com uma disposição admirável. No bairro onde mora, ajuda a cuidar de uma praça, zelando para que permaneça limpa, organizada e acolhedora. É daqueles cidadãos atentos, que não vivem apenas para si. Observa, participa, ajuda quem precisa.
Sem alarde. Sem busca de reconhecimento.
talvez
Simplesmente faz.
E talvez seja exatamente isso que o torne especial. Há pessoas que falam de solidariedade. Outras falam de coragem. Paulo prefere praticar as duas coisas.
Por isso, para mim, ele é mais do que um amigo. É um exemplo.
Um exemplo de ânimo. De força. De coragem diante da vida.
E, sobretudo, um lembrete silencioso de que a grandeza de uma pessoa não se mede pelo tamanho das dificuldades que enfrenta, mas pela forma como decide seguir em frente.
Paulo Cavalcante é daqueles homens que nos fazem acreditar que a amizade ainda é uma das coisas mais nobres da vida.
Em bom português:
um verdadeiro amigo do peito.









