Na minha primeira coluna do ano, eu só quero agradecer por tudo que vivemos e compartilhamos até aqui, assim como desejar a todos os leitores, jornalistas, editores e funcionários do Jornal Tribuna do Norte, um feliz e próspero ano de 2026.
Que tenhamos todos um ótimo ano e que possamos renovar a nossa fé.
Além do mais eu desejo, absurdamente, que Pindamonhangaba possa continuar não só acolhendo os que nasceram, cresceram e residem aqui; mas a todos nós que chegamos de outros lugares buscando um lar, trazendo sonhos nas malas, filhos nos braços e medo escondido no corpo.
(Sim, o medo do novo insiste em fazer morada em nós e pergunta: “será que vai dar certo?”)
No meu caso, a pergunta já nem faz mais sentido. Mas, eu me lembro de chegar aqui, assim: com um medinho, mas com bastante esperança, também. A esperança maior era restaurar o meu casamento. Tivemos mais uma filha e, em seguida, nos separamos! Pasmem, rs!
Enfim, chegamos no ano de 2013, e fomos morar próximo à Fazenda Nova Gokula (motivo da nossa vinda para a cidade). De lá para cá, eu plantei e colhi muitos sonhos em Pinda! Foi o solo onde vi nascer o sonho! O sonho de ter um Instituto! Pari uma filha e um sonho, aqui! O sonho era e continua sendo o de tornar o mundo, melhor.
Era assim: “Instituto Daya, por um mundo melhor!” Eu me movia com paixão, garra e esperança.
Eu não quero perder essa paixão nunca mais. É como uma força espiritual que nos possui quando estamos “dentro” do nosso propósito, fazendo o sonho se tornar realidade.
(Propósito é feito aquilo que faz brilhar os teus olhos).
Mas eu já vivi outros momentos, nesta vida, onde me sentia feito morta viva. Foram tantas coisas que me aconteceram que eu parecia ter perdido o sonho e a esperança. Nessa época, eu alternava choro e desesperança, e não me reconhecia.
A vida pode ser difícil, não é mesmo? Você já se percebeu, assim?
Mas, sobretudo, o que não devemos jamais esquecer é que essa mesma dificuldade pode abrir um portal de transformação, feito ponto de mutação.
O ponto da virada vem, muitas vezes, do abismo. Do abismo infinito que te rouba a alegria, a fé e a vida. Lá tudo é escuro, profundo e é muito, muito difícil acordar no abismo e encarar cada amanhecer.
Mas, não é que no abismo também entra luz pela fresta?
Preste atenção nesse detalhe se um dia você for levado (a) para lá: tem um fresta e é, exatamente, por essa fresta que entra luz. E essa luz é divina! É Deus dizendo: “você não esta sozinha!” “Siga esta luz e vem comigo”. “Você precisou da escuridão para lembrar de mim?”, questionou Deus.
Desse modo, acredito que a minha mensagem é para pedir que você não perca a atenção.
Procure a fresta.
Com amor,
Daya.








