
A maioria das pessoas que nasceu em 1990, só vai saber o que é uma “Remington”, passeando por algum museu ou fazendo uma pesquisa pela internet. Mas, para nós, nascidos nos anos de 1970, esse era um equipamento indispensável, especialmente, para quem estudava ou trabalhava com jornalismo.
Em uma era onde tudo é digital, nós, profissionais “das antigas”, temos que nos reinventar o tempo todo. Aprender com o novo, deixar a mente sempre aberta para novas possibilidades, sem descartar a experiência que trazemos ao longo dos anos.
Para quem trabalha com comunicação é importante entender essas diferenças, para que possamos informar com qualidade e assertividade. As gerações mais jovens tendem a preferir a comunicação digital, como mensagens de texto, mídias sociais e videochamadas. As gerações “das antigas” podem preferir a comunicação presencial ou por telefone. E isso não quer dizer, que não possa existir pessoas de gerações mais velhas, que se adaptem com rapidez às novas tecnologias.
Particularmente, confesso, que isso tem sido um grande desafio e exercício pra mim. Ahh…, mais jornalista não é especialista em especialidades?? Então… Talvez, nossa profissão nos dê mais expediente para entender sobre muitas coisas e acabamos tendo um pouco mais de jogo de cintura, mas, sim! Alguns obstáculos sempre surgem.
Recentemente, em um evento, escutei uma profissional que oferece treinamento para empresas dizer que não concorda com o termo “choque de gerações”, que devemos entender que existe um “encontro de gerações”. Gosto dessa ideia, pois, como profissionais de comunicação, temos que estar em evolução, para entregar o melhor resultado para nossos clientes.
Da mesma forma, é importante que as empresas entendam essas diferenças e promovam a comunicação intergeracional, oferecendo treinamento em tecnologia para todos seus colaboradores. Outro detalhe importante é o respeito mútuo entre as gerações, fator essencial para a superação dos desencontros entre as gerações.
Hoje, nos veículos de comunicação, vemos muitos repórteres tendo que aprender a lidar com a gravação de matérias e edição dos vídeos. Muitas emissoras, estão dispensando a função de cinegrafista. Desafios como esse, são enfrentados pelos profissionais de comunicação o tempo todo. Assim como dentro de uma empresa ou órgão público, profissionais que antes redigiam ofícios numa máquina de escrever, agora precisam entrar em sistemas de “intranet” para elaborar a comunicação interna.
Sendo assim, que possamos manter a mente aberta para os novos desafios que ainda virão. Que continuemos a fazer um jornalismo sério, seja ele, apoiado nas novas tecnologias, ou nas nossas experiências de vida, mas, sempre com responsabilidade e profissionalismo.